quarta-feira, 3 de novembro de 2010

HISTORIA DA IBCOR: Pastorado David Mein (1951-1981)


Capítulo VI O PASTORADO DAVID MEIN

O Pastorado David Mein foi o mais longo e proveitoso na vida da Igreja Batista do Cordeiro (IBCOR). Convidado para o pastorado da Igreja, aceitou-o em caráter interino em 3 de junho de 1951. Tornou-se Pastor efetivo em fevereiro de 1953, quando contava a Igreja com duzentos e cinqüenta membros. Ao deixá-lo, em 15 de novembro de 1981, eramos novecentos e sessenta membros. Preocupado com a necessidade da Igreja ter pastor em tempo integral, David Mein assumiu em caráter interino. Pelo menos em duas ocasiões propôs deixar o pastorado, para que a Igreja convidasse um obreiro para dar tempo integral ao Ministério. A primeira, quando sugeriu a IBCOR convidar Jesimiel Norberto, em 1952, e este declinou86; e a segunda, em 1954, às vésperas de viagem de férias aos Estados Unidos (por um ano). Nessa ocasião renunciou ao Pastorado e pediu à Igreja que escolhesse um obreiro que dedicasse mais tempo. A IBCOR, como registrou o secretário Edgar Aragão, “não foi na onda do Dr. David Mein” e rejeitou a proposta. Davi Mein tinha visão do trabalho na Igreja, mas esta tinha uma visão que o Senhor lhe mostrava.

Eleito Pastor efetivo em fevereiro de 1953, teve seu ministério marcado pelo crescimento da IBCOR no aspecto numérico, sócio-econômico, intelectual e espiritual. A igreja era um corpo fiel às doutrinas cristãs, coesa na participação dos cultos e em atividades de mordomia cristã. Cuidava da comunidade, com os membros envolvidos em atividades voluntárias, com profis- sionais engajados em assistência médica e odontológica, e no fornecimento de alimentos e remédios para a parcela carente. O Instituto Batista do Cordeiro, no Jubileu de Diamante (1980), chegou a ter 440 alunos.

A consciência missionária do plantador igrejas. O Pastor David Mein, desde a infância, tinha consciência da missão de pregar a Mensagem do Evangelho de Cristo. Sua vocação fora despertada na tenra idade, aprendendo tocar órgão e piano aos onze anos. Começou a ajudar o pai, o missionário John Mein, nas viagens evangelísticas no interior de Alagoas, tocando hinos em um órgão portátil. A sua figura juvenil chamava a atenção, tocando música melodiosa e mesmo pregando, desde os oito anos. A chamada para missões foi confirmada em culto cele-brado na Assembléia Batista do Norte (1931), no Recife, quando pregava o Pr. Ricardo Inke. Concluída a formação humanística, antes de iniciar o curso teológico, David Mein passou um ano no Brasil decidindo seu futuro. Aceitou o desafio do Pr. Albérico de Souza, que trabalhava em Sergipe, pastoreando sozinho, a nove igrejas, e foi ajudá-lo, periodo em que colaborou com a União de Estudantes Batistas (Recife). A experiência foi decisiva na decisão de dedicar-se à obra missionário no Brasil. Regressou aos Estados Unidos em julho de 1940 e ingressou no Southern Theological Baptista Seminary, em Louisville, onde concluiu, em maio de 1943, o Mestrado em Teologia. Desejando se aperfeiçoar, ingressou no Doutorado em Teologia (Th. D.). Com a tese 'As contribuições dos Batistas para a Vida do Brasil" (03.05.1945), recebeu o grau de Doutor em Teologia. Nomeado em outubro de 1944, pela Junta de Richmond, missionário para o Brasil, casou com Lou Demie Segers (24.04.1945). Desejou ensinar no STBNB, onde o seu pai era diretor mas aceitou o costume de que todo missionário, antes de ensinar, necessitava de experiência de evangelização no campo. Nem ao filho do diretor foi aberta exceção. David Mein foi trabalhar no campo sergipano, onde servira voluntariamente alguns anos antes.

Serviu no campo sergipano de 1945 a 1948, residindo em Aracaju, onde pastoreava a PIB de Aracaju e assistia às Igrejas de Própria e Maruim, no interior do Estado. Na época contribuiu para a organização da Convenção Batista Sergipana, sendo nomedo Secretário Executivo. Sua consciência da necessidade do preparo intelectual e teológico incentivou vários obreiros a estu dar no Seminário Batista (Recife), como o evangelista João Camilo dos Santos, que depois se foi consagrado ao ministério pastoral e se dedicou ao trabalho no Sertão de Pernambuco. O Pr. João Camilo dos Santos, originário de Piaçabuçu (AL), trabalhou como evangelista em Penedo (AL) e Neopolis (SE), na margens alagoana e sergipana do Rio São Francisco, na década de quarenta. Estimulado por David Mein veio estudar no STBNB e trabalhar na congregação da IB da Torre, em São Lourenço da Mata e, apos concluir o curso, no Agreste e Sertão do Estado, em Arcoverde, Belo Jardim, São Caetano, São Bento do Una, Pesqueira, no Agreste e em Cabrobó, Carreiro de Pedra, Bananeiras, Salgueiro.

NOVAS IGREJAS. As novas A consciência de David Mein, qanto à urgência da pregação da Mensagem do Evangelho e da necessidade do preparo dos obreiros dividiu-o em dois: o desejo de ensinar e colaborar no preparo de obreiros, no STBNB e, ao mesmo tempo, pregar a Palavra Sagrada e pastorear igrejas. Desincumbiu-se de ambos os ministérios e encontrou tempo para servir a Deus e a Denominação. A primeira missão levou-o a pastorear a IBCOR, estimu-lando-a a ser uma Igreja missionária, para levar o Evangelho onde não havia e, sempre que possível, organizando uma nova Agencia do Reino de Deus no local. Durante seu pastorado a IBCOR organizou as seguintes igrejas: (1) IB Betânia, em Gravatá (PE) (26.09.1956); (2) PIB Camara- gibe (PE), (23.12.1959); (3) IEB em Casa Amarela, no Recife (PE), (16.06.1964; (4) PIB na Vila Cohab Rio Doce, em Olinda (PE) (23.09.1969); e (5) IB São Bento do Una (15.04.1982); (6) IB do Forte, no Janga, Paulista (PE), (15.11.1982).


A FORMAÇÃO DE OBREIROS. O pastor David Mein tinha particular preocupação com a formação de obreiros para o ministério pastoral. Incentivou muitos a assumirem suas vocações
e deu treinamento prático a muitos alunos do STBNB no ministério pastoral da IBCOR. Orien- tou a IBCOR a promover a consagração dos seus seminaristas e a consagrar obreiros para Igrejas em locais onde era difícil a formação concílios. Durante seu pastorado, foram consa-grados ao ministério da palavra, entre outros, os alunos do STBNB: (1) Jezimiel Norberto (1952), pastor auxiliar IBCOR; (2) Erivan Alves de Araújo (1961), pastor Auxiliar IBCOR; (3) Benedito José da Silva (1961), para IB Bereana, S. Luiz (MA); (4) Natanael Quadros Barreto (1961), para PIB Manaus (AM); (5) João Virgilio Ramos André (1962), PIB Palmares (PE); (6) Oseas Barbosa Lima (1964), para PIB Natal (RN); (7) Hermenegildo Nunes (1964), para Pastor Auxiliar da IBCOR; (8) João Norberto Filho (1967) para IB Bela Vista, Conquista (BA); (9) Nabor Nunes Filho (1969), para IB Corrente (PI); (10) Miguel Madeira e Silva (1969), para IB Monte Castelo, Fortaleza (CE)101; (11) Jilton Moraes de Castro (1971), para IB Henrique Jorge, Fortaleza (CE); (12) Gerson Alves Amorim (1973), para servir PIB Palmares (PE); (13) Eliezer Rodrigues de Oliveira (1973) para servir à IB Itamaraju (BA); (14) Heraldo Santos Pereira (1979), para auxiliar da IBCOR; (15) Flavio Marconi Lemos Monteiro (1980), para IB Corrente (PI); (16) Marcos Estelin Alves Pedrosa (1980) para IB Bezerros (PE); (17) Neilson Xavier de Brito (1981), para a SIB São Lourenço da Mata (PE); (18) Adalberto Candido da Costa, (1981), para a SIB Bezerros (PE).

PASTORES INTERINOS E AUXILIARES. A sua preocupação com o Pastorado da IBCOR era grande e cada vez que viajava aos Estados Unidos, de férias a cada três anos, durante seis meses ou um ano, levava a Igreja a escolher um obreiro para assisti-la interinamente. Em algumas oportunidades foram escolhidos mais de um obreiro com essa finalidade. Além dos Pastores
interinos, David Mein teve muitos auxiliares, entre seminaristas e pastores, entre os quais citamos: (1) Pr. Jezimiel Norberto da Silva (1951); Pr. Francisco de Assis Chaves de Carvalho (1954- 1956); (3) Pr. Livio Cavalcanti Lindoso (1960); (4) Pr. João Virgilio Ramos Andre (1964-1965); (5) Pr. Hermenegildo Nunes e Silva (1964-1965); (6) Pr. Nabor Nunes Filho (1970); (7) Pr, Norton Riker Lages (1974); (8) Pr. David Miller (1977); (9) Pr. James Frederick Spann (1980).

O MINISTERIO DIACONAL. O Pr. David Mein valorizou o ministério diaconal na IBCOR e, durante o seu pastorado, a IBCOR consagrou o maior números de Servos do Senhor para esse ministério. David Mein tinha particular preocupação com a preparação dos diáconos que o auxi liavam no ministério. A necessidade de obreiros para esse Ministério o levou a recomendar a IBCOR (1956), a inclusão no Corpo Diaconal, de Francisco Alves de Souza, diácono oriundo da PIEB da Torre e a eleger os irmãos Henrique Pereira do Aragão, João Marcolino de Souza, João Costa, José Ferreira da Silva e Severino Candido da Costa. A necessidade de recompor o minis-tério diaconal para atender o crescimento da IBCOR levou esta a eleger (1959): Francisco Rodrigues da Silva e Manuel Alves Barbosa, o qual, por muitotempo foi o decano dos Diáconos e dos membros da IBCOR. A IBCOR recebeu, no mesmo período, oriundos de outras igrejas, os Diáconos John Trumblim Júnior, João Costa de Souza, Inácio Jordão e João Leão Neto (1956). A IBCOR consagrou (1961) o terceiro grupo de diáconos no pastorado David Mein e os consagrou: Edgar Alves Aragão, Antonio Gomes Rangel, Inocêncio Rodrigues Mouzinho (hoje na IB Iputinga), Haroldo Francisco de Mendonça e Antonio Mariano de Barros. Consagrou
ao ministério diaconal )19630, Alipio Amorim, Jairo Barbosa Pessoa e Fausto Ferreira da Silva.
Em 15 de abril de 1971: Ademir Candido da Costa, Naum Santiago, Nelson Xavier de Brito e Plácido dos Santos. Finalmente, em 18 de maio de 1972, consagrou Josué Lira. O reconheci-mento de diaconos (1972). A IBCOR (18.05.1972) incorporou ao ministério diaconal Emidio Cavalcanti, oriundo da IB Arcoverde e José de Almeida Pessoa, oriundo da PIB Camaragibe e Luiz Estevam Vieira, oriundo da IB Pina. As primeiras diaconisas: aumentado para dezoito o número de diáconos (1973), foram eleitos Ramiro Pimentel, Lou Demie Mein1 e Dulce
Marques do Aragão, estas duas as primeiras mulheres consagradas para esse Ministério na IBCOR. Aumentado para vinte e um (14.04.1977), foram consagrados Afranio Valença, Doralice do Aragão Barbosa e Severino Eulino Ferreira. Na ultima consagração no pastorado David
Mein (15.04.1981): Abzair Bernardes da Silva, Geraldo Marques da Silva, Jennecy Sales Caval-canti, Luiza Pereira de Mendonça, Marcos Antonio Alves Rangel e Paulo Salles Cavalcanti.
A EDUCAÇÃO RELIGIOSA. David Mein se preocupava com o ministério pastoral em seus vários aspectos. Ao assumir o Pastorado, encontrou, como Diretor de Música, o maestro Isaque Aragão. Entretanto, a área de Educação Religiosa carecia de pessoa com formação adequada. No final de 1953, convidou o professor Joel de Brito Barros, aluno do STBNB, para trabalhar na área (1955) recomendou a IBCOR a elegê-lo Diretor de Educação Religiosa, cargo que exerceu com dedicação até dezembro de 1960, quando se exonerou do cargo para servir no Estado do Ceará. No pastorado David Mein a IBCOR a construiu o Edifício de Educação Reli-giosa, usando, de início, os recursos disponíveis na Igreja e apelando à liberalidade dos seus membros e fazendo empréstimo bancário para concluir a obra, que foi denominado "Edificio David Mein", como homenagem a esse obreiro que exerceu o Pastorado com extrema dedica ção. Essa mesma visão levou o Pr. David Mein a recomendar à IBCOR (1962) comprar a casa 97, vizinha do templo, para ampliar o espaço das instalações,adquirida pela importância de um milhão e quinhentos mil cruzeiros, onde foi edificado o Edifício Manuel da Paz, que serve à Adminis tração e ao Ministério de Educação Religiosa. Exerceram o cargo de Educadora Religiosa, além de Joel Brito Barros, Risoleta Alves ((1961-1965), Margaria Arlete Sales (1966), Ester Aragão Araujo (1967-1970), Miriam Sales Rocha (1970-1972), Ester Araujo de Oliveira (1972-1974; Maria Betania Araujo (1974-1981) e Aurissina Costa (julho a dezembro de 1981), graduados pelo STBNB, o primeiro e a penúltima, em Teologia e os demais, em Educação Religiosa.

A MÚSICA. A música na IBCOR sempre foi tratada com atenção e carinho mas, durante o pastorado David Mein, adquiriu um realce extraordinário, servindo como elemento aglutinador da comunidade e como forma de evangelização. O próprio David Mein, enquanto cursava o Bacharelado em Artes, cursou todas as disciplinas de Música, recebendo também, ao final, o titulo de Bacharel em Música. Assumindo o Pastorado, encon-trou o maestro Manoel Alves Barbosa, conhecido como Isaque Aragão, ocupando o cargo de Diretor de Música da Igreja, que serviria a IBCOR durante muitos anos, salvo nas ausências decorentes da atividade profissional (oficial do Exercito Brasileiro). A professora Bennie Mae Oliver, missionária de Richmond, sucedeu a Isaque Aragão como Diretora de Música da IBCOR (1959-1962), tendo como assistente Jussy Pessoa. No período serviu no magistério do STBNB, sendo a fundadora do Curso de Música Sacra da Instituição. Convidado, o Pr. Fred Spann assu miu a Diretoria de Música da IBCOR (1967) servindo neste Ministério até 15 de novembro de 1982, dirigindo a música congregacional, os coros graduados e apresentando dezenas de peças Musicais para enlevo desta Igreja e para louvor do Senhor Deus Criador e de Jesus Cristo nosso Salvador. A partir da sua chegada e da reorganização do Ministério de Música, destacaram-se na IBCOR os coros graduados, a apresentação de peças musicais clássicas e o canto congregacio-onal da IBCOR, que passou a ser considerado o de melhor harmonia entre igrejas conhecidas, a partir da gravação dos cultos, divulgados no programa “Uma Prece uma Esperança” na Rádios Clube e Jornal do Comercio. Fred Span teve como auxiliares na IBCOR, entre outros, Dorothy Hichey (pianista), Osiris Macedo (organista). Fred Spann foi professor do STBNB, diretor do Curso de Música da instituição e contribuiu de forma ativa no trabalho denominacional. Sua esposa professora Betty Spann e os filhos James, Grady, Edward e Suzane estiveram integrados na IBCOR. A Sala Fred Spann, do Departamento de Música, homenageia sua pessoa.

OS DESCENDENTES DOS PIONEIROS NA IBCOR. Os pioneiros do trabalho batista no Estado, em Ilheitas e Cachoeira (Glória do Goitá e Limoeiro) - Manuel Olimpio de Holanda Cavalcanti e Hermenegildo César de Brito - deixaram muitos descentes, a maioria integrados nas igrejas Batistas do Estado de Pernambuco. Os irmãos Benjamin Olimpio de Holanda Cavalcanti, Helena Xavier de Brito Cavalcanti, Nilson Cavalcanti de Albuquerque e Ailson Cavalcanti de Albuquerque, filho, nora e netos do pastor Manoel Olimpio de Holanda Caval canti (pastor Nino) pediram cartas de transferência da IB Capunga para a IBCOR (1952). Outros vieram tarde: Nelson Xavier de Brito, Eliezer de Holanda Cavalcanti e Josias de Holanda Cavalcanti (filhos do pastor Joaquim de Holanda Cavalcanti, irmão de Nino). Muitos outros vieram depois. O próprio pastor Manoel Olimpio de Holanda Cavalcanti veio residir no Recife, depois que (1978), o Sítio Ilheitas, onde estava o templo da Igreja e residiam os mem bros, foi desapro- priado para a construção da Barragem de Tapacurá. Mudou-se depois para Carpina, onde veio a falecer em 16 de dezembro de 1981, sendo o corpo trazido para o Templo da IBCOR, no Recife, onde as 15h00 de 17 de dezembro de 1981, foi realizado o Culto memorial, dirigido pelos Pastores David Mein e Amauri Munguba Cardososeguindo depois o cortejo para o Parque das Flores, onde foi sepultado, sendo eu testemunha. Sua esposa Gemima Xavier de Brito foi membro da IBCOR até a comemoração do Centenário.

A CAMPANHA NACIONAL DE EVANGELIZAÇÃO. A Convenção Batista Brasileira plane-jou (1964) a Campanha Nacional de Evangelização, com o tema “Cristo, A Única Esperança” envol vendo os Batistas do Brasil e suas igrejas, de norte a sul, de leste a oeste, com o alvo de cada Batista ganhando mais uma vida para Cristo. No Estado foram realizadas muitas atividades, aglutinando as igrejas, de modo articulado, em campanhas de atividades coletivas, como as clarinadas e os grande eventos de massa, a concentração no Parque Treze de Maio, com coral formado por membros de várias igrejas, regido pelo maestro Isaque Aragão (Manoel Alves Barbosa). Em todas essas atividades a IBCOR esteve presente com seu pastor e seus membros envolvidos na Campanha. Cabe destacar que, desde a Campanha Nacional de Evangelização em 1965, a IBCOR ocupou posição de destaque contribuindo com regentes, músicos e coristas nos eventos da denominação. Destacam-se o professor Isaque Aragão, que dirigiu coros das Igrejas Batistas, inclusive na Concentração no Parque Treze de Maio.

AS CRUZADAS DE EVANGELIZAÇÃO DO GRANDE RECIFE (CEGRES). As igrejas Batistas do Estado organizaram duas grandes campanhas de evangelização na Região Metropolitana, denominadas Cruzadas de Evangelização do Grande Recife (CEGREs), sendo a primeira após a Campanha Nacional e a segunda em setembro de 1973. A II Cruzada de Evangelização do Grande Recife teve polos de concentração, culminando com as Conferências Evangelisticas no Ginásio de Esportes Geraldão, tendo como pregador o Pastor Nilson do Amaral Fanini, da PIB Niterói, no Rio de Janeiro e tendo como tema: “O Novo Recife Precisa de Jesus Cristo” e o hino oficial “Cristo Minh’Alma Salvou”, de autoria de Charles Gabriel e Rufus McDaniel, traduzido por Fred Spann. Durante essa Campanha, as Igrejas Batistas do Recife preparam inúmeras atividades nos seus Templos e participaram da grande mobilização para ocupar o Geraldão com mais de vinte mil pessoas. O Grande Coral de Mil Vozes, diariamente, apresentou músicas de enlevo, sendo dirigido pelo Pastor Fred Spann e integrande por dezenas de membros da IBCOR. Recordo-me do fato de que, na terceira noite, faltando energia elétrica por quinze minutos, o maestro Fred Spann, inspirado, em plena escuridão, começou a cantar o hino oficial “Cristo Minh’Alma Salvou”, enquanto regia com o rio de luz de uma pequena lanterna. A multidão de
cristãos e de convidados cantou a plenos pulmões, acompanhando apenas o movimento da luz na mão do regente, durante todo o período em que o véu da escuridão cobriu o ginásio transfor-mado em Templo sagrado. No final do culto, duas centenas de pessoas, tocadas pelo Espírito Santo, buscaram os conselheiros. A IBCOR participou ativamente do evento, transportando a cada noite, uma centena de pessoas em ônibus, além dos que foram nos seus automóveis.

O MOVIMENTO VOLUNTÁRIOS DE CRISTO (1975). Na década de setenta, surgiu um movimento de reavivamento e despertamento espiritual entre jovens e adolescentes da IBCOR, denominado pelos próprios integrantes de Voluntários de Cristo. O movimento se espalhou nas igrejas Batistas do Recife, do Estado e depois do Estado e da Região Nordeste, resultando em dedicação de vidas e de vocação para o Ministério. O movimento, que começou na a forma de cultos de oração e louvor, continuou mais tarde em vigílias de oração, alcançando o auge nos anos de 1975 a 1977. Ele influenciou a Juventude da IBCOR, em sua maioria, e se espalhou pelas igrejas Batistas dos arredores, na Capital, no Estado e atingiu os estados vizinhos. Jovens
e adolescentes afastados do rebanho do Senhor retornaram à casa paterna. Muitos foram ganhos para Cristo. Muitas vidas foram dedicadas ao Ministério da Palavra a partir de experi-ências nos seus momentos de culto e consagração. A liderança desse grupo era composta de seminaristas, mais tarde pastores Marcos Adoniram Monteiro, Flavio Marconi Monteiro e
Lecio Wanderley, entre outros.

A COMEMORAÇÃO DO JUBILEU DE PRATA DO PASTORADO DAVID MEIN. A IBCOR celebrou, em 3 de junho de 1976, o Jubileu de Prata do pastorado David Mein na Igreja, com Culto de Ação de Graças a Deus pela vida do seu Servo. O culto teve início com processional, onde o Pastor David Mein adentrou o Templo, acompanhado de Pastores e de Diáconos da
Igreja. No decurso da programação do culto, manifestaram-se pela palavra, o seminarista Flávio Marconi Monteiro, representando os estudantes ministeriais; pela música, o Coral Sinfônico do STBNB e o Coral da IBCOR; pela oração, o Pastor Livio Cavalcanti Lindoso; pela mensagem,
o pregador convidado, Pastor Jezimiel Norberto da Silva. Manifestaram-se representantes de departamentos e organizações da IBCOR. Uma palavra de agradecimento do Pastor David Mein e a Benção Apostólica proferida pelo homenageado, encerrou o culto.

II CAMPANHA NACIONAL DE EVANGELIZAÇÃO. A Convenção Batista Brasileira (CBB) promoveu, em 1980, a Segunda Campanha Nacional de Evangelização, sob o lema "Cristo, A Única Esperança, tendo como Hino Oficial "Só Jesus Cristo Salva", de autoria de Nabor Nunes Filho, antigo membro da IBCOR. Durante a campanha, as Igrejas Batistas do Estado preparam inúmeras atividades de proclamação do Evangelho, inclusive algumas gigantescas mobilizações no Ginásio de Esportes Geraldão, onde foram realizadas concen- trações com mais de vinte mil participantes. Nessa série de conferências no Geraldão, houve diariamente a apresentação de músicas por Grande Coral Batista, com duas mil vozes, dirigido pelo Pastor Fred Spann. A IBCOR participou ativamente desse empreendimento e, a cada noite, transportou um grande número de pessoas em cinco ônibus urbanos, mais dezenas membros que se deslocaram em seus automóveis. Contribuiu ainda, com mais de cinqüenta membros para o Grande Coral.
A IGREJA E O SEMINÁRIO. A IBCOR, durante o pastorado David Mein, em particular pelo fato do pastor ser Reitor do Seminário Batista (STBNB) tornou-se laboratório para alunos dos vários cursos do STBNB. Nela foram criadas e experimentadas novas técnicas pedagógicas e de admi nistração. Mais tarde, com a vinda do Pastor Fred Spann, diretor do Curso de Música do STBNB, para servir como Ministro de Música da IBCOR, a área Músical da IBCOR foi privilegiada como laboratório para músicas, mais tarde disponibilizado para a denominação. O Pastor David Mein, durante todo o pastorado na IBCOR, exerceu de forma continua, a direção do STBNB embora fosse instado pela Junta de Richmond a dedicar-se exclusivamente ao último.

O PLANO COOPERATIVO DA CBB. No campo denominacional há mais uma contribuição
do Pastor David Mein a ser registrada, hoje quase esquecida. Ele foi o autor da proposta de contribuição financeira das Igrejas para a denominação, cujas primeiras idéias sairam da sua mente e do seu amigo Joseph Underwood, missionario, secretario executivo do campo, conhe-cida como Plano Cooperativo e que até hoje é a forma prática e democrática de sustento do trabalho Batista no Brasil.

OS PRIMEIRO FRUTOS DO MINISTERIO. Entre os primeiros convertidos batizados por David Mein – e ainda membro da IBCOR – está o casal Jardelina Lima e Silva e Sebastião Gomes da Silva, que deram profissão de fé em 30 de outubro de 1960 e foram batizados
em seguida

A REFORMA DO TEMPLO. O atual templo da IBCOR, construído no pastorado Manuel Ferreira da Paz (1911), edificado em taipa e coberto de telhas, recebeu reformas. A primeira reforma ocorreu no pastorado de Sebastião Tiago Correia de Araújo, quando as paredes foram edificadas em alvenaria, sendo inaugurado durate a Assembleia da Convenção Batista Evange-lizadora (1950). Sofreu uma nova reforma no pastorado David Mein (1966), quando teve a área aumentada e foi modificada sua fachada, inclusive com a inclusão da torre. No final de 1969 um problema na cobertura levou a uma reforma de emergencia, na estrutura no telhado e coloca- ção da plataforma, enquanto a Igreja se reuniu no galpão situado na parte posterior.
O CRESCIMENTO DA IGREJA NO PASTORADO DAVID MEIN. O crescimento da Igreja durante o pastorado David Mein ocorreu não apenas no aspecto numérico dos membros e no desenvolvimento sócio-econômico e intelectual da comunidade, mas em particular no aspecto espiritual. A igreja era um corpo fiel às doutrinas cristãs, coesa na participação dos cultos e nas atividades de estudo e treinamento cristãos. Cuidava também da assistência social da comu-nidade, com os seus membros envolvidos em assistência médica e odontológica, através dos seus profissionais engajados voluntariamente na atividade, além de assistir economicamente, com alimentos e remédios, parcela da comunidade carente.


BIOGRAFIA DE DAVID MEIN. David Mein nasceu em 21 de novembro de 1919, na cidade de Grand Rapids, Michigan (USA), a terra natal de sua mãe, filho dos missionários Elizabeth e John Mein. Neto de britânicos (lado materno) e de alemães (lado paterno), herdou dos primei-ros (ingleses e escoceses) o respeito à pontualidade e o uso racional do tempo e dos últimos (alemães), a lógica e a síntese de pensamento, que o transformaram num dos pregadores de maior poder de síntese. A sua forma de pregar e o conteúdo das suas mensagens foram objeto de tese de doutoramento de Jilton de Moraes Castro, à época Pastor da Igreja Batista Imperial e professor do STBNB, com o titulo “O valor da brevidade para a relevância da pregação. Ensaio a partir de uma análise critica do trabalho homilético de David Mein”. Esta tese foi apresentada
à Comissão de Doutorado do STBNB em 1993, tendo o autor obtido o seu Grau de Doutor em Teologia. Sua disposição racional do tempo permitiu, de modo simultâneo, dirigir o STBNB por trinta e cinco anos (1950-1985), pastorear a Igreja Batista do Cordeiro durante trinta e um anos (1951-1982), dar assistência pastoral à Igreja Batista de Viração (em Bonito, no interior do
Estado). E que fosse ainda uma pessoa envolvida com os trabalhos da denominação, ativo participante dos trabalhos da Convenção Batista Evangelizadora, inclusive seu Presidente
por vários mandatos e Secretário Executivo em duas oportunidades. Presidente da Convenção Batista Brasileira (CBB) e seu vice-presidente em quatro mandatos, exerceu a Secretaria da ASTE – Associação dos Seminários Teológicos Evangélicos, cuidando da sua família, atendendo compromissos para pregar em igrejas e instituições espalhadas pelo país e nos Estados Unidos. Nas suas férias, ensinava em Seminários nos Estados Unidos e pregava em inúmeras igrejas, divulgando o trabalho missionário realizado no Brasil pelos integrantes da Junta de Richmond.
A família e a origem. Os pais (Elizabeth e John Mein), missionários da Junta de Richmond no Brasil, onde chegaram em 1915, designado ele para servir na Casa Publicadora Batista da CBB,
no Rio de Janeiro, capital da Republica. Lá trabalhou até 1917, quando foram transferidos para Campos, ainda no Rio de Janeiro, onde ele assumiu a direção do Colégio Batista Brasileiro (depois transferido para a Capital). Em 1919, as notícias das necessidades gritantes do Nordeste, em especial de Alagoas, fizeram John Mein desejar trabalhar naquele Estado.

A viagem do casal Mein aos Estados Unidos, para gozo de férias, em companhia dos filhos John Gordon (7 anos), Robert (4 anos) e William Carey (1 ano), em navio, foi tumultuada, porque Elizabeth estava grávida no sétimo mês e viagem marítima teve um incêndio que tornou necessário retirá-la em um cesto. O casal, durante as férias, residiu com a família de Elizabeth, em Grand Rapids, Michigan (USA), onde, em 21 de novembro de 1919, nasceu o filho que recebeu o nome de David, como o pastor-rei, e estaria destinado por Deus a fazer grandes coisas para Ele. O desejo de trabalhar em Alagoas fora amadurecido por John Mein, de modo que, ao ser apresentado à Junta de Richmond, recebeu plena acolhida: o casal foi transferido para Alagoas. A carência de obreiros no Nordeste, especialmente em Alagoas, era muito grande, sendo esse Estado, na maior parte do tempo, assistido pelos missionários sediados no Recife, com as dificuldades decorrentes da distância e do transporte. Na época, o trem da ferrovia inglesa gastava dois dias de Recife para Maceió, pernoitando em União dos Palmares (AL).
Chegando em Maceió em 26 de agosto de 1920, com a família mais númerosa do que saíra de Campos, o casal Mein iníciou o trabalho na cidade onde nasceu sua única filha, Margareth Elizabeth. O seu ministério no Estado durou dez anos (1920 a 1930), com pequeno intervalo (1926) quando John Mein mudou com a família para Salvador, para substituir o missionário residente em Salvador, como Secretário Convenção Baiana. O casal Mein fundou uma escola anexa à PIB Maceió e, a partir desta, o Colégio Batista Alagoano. John Mein ainda promoveu a organização da Convenção Batista Alagoana, no período de 24 a 26 de maio de 1921. Elizabeth Mein trabalhou ao lado do marido até 1946, quando faleceu e foi sepultada no Cemitério Britânico do Recife. Em 1982, os seus restos mortais foram trasladados para o campus do STBNB, onde repousam junto do jazigo da pioneira Anna Luther Bagby, também falecida no Recife e, igualmente sepultada no Cemitério Britânico, e depois trasladados (1982) os seus restos mortais para o mesmo campus.

Viúvo, John Mein, casou uma segunda vez, com Mildred Cox, missionária solteira servia no Brasil desde 1932, como professora e depois Diretora da Escola de Trabalhadoras
Cristãs (ETC), hoje SEC Seminário de Educação Cristã. John Mein trabalhou no Brasil até 1952, quando se aposentou e retornou aos Estados Unidos, onde faleceu (1962). Sua viúva, Mildred Cox Mein, retornou ao Brasil para servir no querido Seminário de Educadoras Cristãs (SEC).
A Vida de David Mein. Nascido em 21 de novembro de 1919, David Mein chegou ao Brasil em 26 de agosto de 1920, isto é, com oito meses e cinco dias de idade. Passou a sua infância em Maceió (AL), onde seu pai foi o missionário do Estado, Secretario Executivo do campo, e Pastor da PIB de Maceió. Recebeu as primeiras letras no lar, ensinadas por sua mãe, educadora nata, e mais tarde na Escola Anexa da Igreja Batista e, mais tarde, Colégio Batista Alagoano, fundado por seus pais. A partir de 1930, fez exame de admissão ao Curso Ginasial, no Colégio Americano Batista, no Recife, para onde os pais haviam se mudado e onde estudou até 1934. No período, começou a fazer incursões pelo interior e tomar gosto pela vida rural, tendo passado alguns períodos de férias em Ilheitas, no sítio do Pastor Nino (Manoel Olympio Cavalcanti) e de Gemima Xavier de Brito. Passou a nutrir admiração e amizade pelos veteranos obreiros de Cristo, amizade esta que se perpetuou até o falecimento de Nino e dele próprio. David Mein tinha consciência da sua missão de pregador da Palavra Sagrada, o Evangelho de Cristo. Na infância, declarava para todos que sua vocação era ser missionário. Em torno dos onze anos, aprendeu tocar órgão e piano e, nas viagens do pai no interior de Alagoas, passou a auxiliá-lo, tocando hinos num órgão portátil. Desde os oito anos já pregava. Sua chamada para Missões
ocorreu na Assembléia Batista do Norte, em 1931, quando ouvia o pregador Ricardo Inke, fato declarado por ele na época.
A formação universitária e teológica. Em 1935, David Mein foi estudar no Georgetown College
(USA), onde esteve entre 1935 e 1939 e onde concluiu o curso de Bacharel em Letras. Cabe registrar o fato dele haver continuado a estudar Música, cursando todas as disciplinas dessa área, recebendo o grau de Bacharel em Música. Concluída a formação humanística, antes de iniciar o curso teológico, no período de 1939-1940, David Mein voltou ao Brasil, para um período de férias de um ano, posto que seus pais o achavam muito jovem para tomar a decisão
– que estava tomada. Nesse período, foi ajudar o Pr. Albérico Alves de Souza, que até então trabalhava sozinho, dando assistência a nove igrejas no Estado de Sergipe. David Mein atendeu ao desafio e foi auxiliar o Pr. Alberico Souza. Nesse tempo, ainda colaborou na União de Estu-dantes Batistas, no Recife, foi decisivo na sua decisão de dedicar-se ao Ministério da Palavra como missionário. Regressou aos Estados Unidos (1940 e ingressou no Southern Theological Seminary, em Louisville, onde fez o Mestrado em Teologia, concluído em maio de 1943. Desejando aprimorar-se, ingressou no Doutorado em Teologia (Th. D.), onde recebeu o grau com a tese The Contri buitions of Baptists to the Life of Brazil (As contribuições dos Batistas para a Vida do Brasil), em 3 de Maio de 1944. Depois de concluído o Mestrado em Teologia, apresentou-se à Junta de Richmond, sendo nomeado, em outubro de 1944, missionário para o campo brasileiro.

O casamento e a vinda para o Brasil. David Mein casou com Lou Demie Segers em 24 de
abril de 1943. O casal embarcou para o Brasil em 11 de maio do mesmo ano. Ele desejava ensinar no STBNB, mas seu pai, que era o diretor, tinha um princípio, segundo o qual todo missionário, antes de ensinar, necessitava adquirir experiência de evangelização no campo. Assim, nem ao próprio filho do diretor foi aberta exceção, que foi trabalhar no campo sergipano, onde servira voluntariamente alguns anos antes. Trabalhou David Mein no campo sergipano por três anos (1945-1948), residindo em Aracaju, Pastoreando a PIB de Aracaju, assistindo as às igrejas de Própria e Maruim, no interior do Estado. E quando, nessa época, foi organizada a Convenção Batista Sergipana, a nomeação do cargo de Secretário Executivo recaiu sobre ele. Na época a consciência da necessidade do preparo intelectual e teológico fez com
que ele incentivasse vários obreiros a virem ao Seminário para preparar-se, como o Pastor João Camilo dos Santos, que depois se dedicou ao trabalho no Sertão de Pernambuco.

Em Aracaju, David Mein fundou um ambulatório, que durante muito tempo serviu à população local. O casal David Mein, já residindo no Recife, foi agraciado por Deus com três filhos: John Edwin (casado com Lucia Aragão), Margareth Ruth (casada com David James) e Mildred
Elizabeth (casada com John James), que lhe deram três netos: Jessica, James e Tom.
O magistério teológico. David Mein recebeu, em 17 de dezembro de 1948, o convite da Junta Administrativa, por voto unânime, para ensinar no STBNB, passando a ministrar aulas de Missões, área de sua especialidade, História da Igreja Cristã, História dos Batistas e Adminis-tração Eclesiástica e, mais tarde, Teologia Contemporânea, Teologia Sistema, Novo Testamento, Homilética, Psicologia Pastoral, Evangelismo, Introdução Bíblica e Religiões Comparadas.
Há uma atividade peculiar que merece destaque sua participação como regente do Coraldos alunos do STBNB e do SEC, nos primeiros anos no Recife, quando também ensinou no SEC.

O casal David Mein se transferiu de Aracaju para o Recife, onde passou a servir, além do STBNB, a PIB da Torre, pastoreada por Antonio Marques Lisboa Dorta, ocasião em o casal passou a dirigir a Escola Bíblica Dominical nessa Igreja. Lá dedicou-se por três anos ao magistério da Bíblia, ensinando na EBD, até que, em 1951, recebeu o convite para Pastorear a IBCOR, que acabara de perder o Pastor Sebastião Tiago Correia de Araújo. A direção do Seminário. David Mein serviu como diretor interino do STBNB, em 1949, na ausência de John Mein. Em dezembro, foi eleito para a direção do STBNB, sendo empossado em 31 de dezembro de 1952, cargo que exerceu com dedicação extrema até outubro de 1984. Três quartos das insta-lações físicas do STBNB foram edificadas na sua administração. O número de alunos matriculados aumentou de 41, em 1954, para 810, em 1984 e o número de professores de 7 para 62. O progresso da instituição, em todas as áreas, foi notável, a ponto dele dizer Jilton Moraes: “A Casa dos Profetas, na Rua do Padre Inglês, no Recife, tem dois tempos: antes e depois de David Mein. Seus 32 anos de reitorado não apenas marcaram história, mas fizeram uma nova historia”.

AS HOMENAGENS RECEBIDAS. O Pr.r David Mein, ao longo de sua vida, em especial nos últimos anos no Brasil, recebeu homenagens do meio Batista e fora dele. A Câmara Municipal do Recife agraciou-o com o título de Cidadão Honorário da Cidade do Recife, honraria entregue em 25 de abril de 1974, na presença de pastores, de membros das Igrejas Batistas, de missio-nários, do cônsul americano e de pessoas do seu relacionamento172. A IBCOR outorgou o titulo de Pastor Emérito na ocasião da sua despedida do Pastorado (1981), fato registrado no Jornal Batista173. O STBNB, por sua Junta Administrativa, em 1984, outorgou os títulos de Professor
Emérito e Reitor Emérito, com entrega do diploma, hoje afixado na Sala David Mein, que abriga sua Biblioteca e Memorial. A Junta de Richmond, em 1985, outorgou o titulo de Missionário Emérito dos Batistas do Sul dos Estados Unidos. Finalmente, a Assembléia da Convenção Batista Brasileira, em 1994, outorgou-lhe o titulo de Presidente de Honra da CBB. David Mein partiu para o encontro com o Senhor em 18 de setembro de 1995, na Cidade de Valdosta, na Geórgia (USA). Sua fiel companheira, Lou Demie, havia partido antes dele.

Um comentário:

  1. Um homem notável. Difícil aparecer outro igual.Estudei no STBNB na sua gestão.

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